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1 de agosto de 2011


Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém nesse mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar do apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz - se não tiver, a gente inventa.

Caio Fernando Abreu

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